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Um dos destaques da reportagem foi o coronel Hervando Luiz Velozo, comandante do Policiamento de Trânsito (CPTran), amigo pessoal do vereador Claudinho e por ele homenageado com a Medalha Anchieta e Diploma de Gratidão da Cidade de São Paulo. O tema é pertinente, já que, em novembro, se comemorou o Dia de Zumbi dos Palmares, data de reafirmação da sociedade brasileiro contra o racismo e a discriminação.
Atualmente, o Cel. Velozo tem sob sua responsabilidade 1,3 mil homens que realizam o policiamento de trânsito em toda a Capital. Velozo diz que nunca sofreu discriminação alguma em toda sua carreira e tampouco teve problemas com qualquer policial sob seu comando. Sobre a sempre questionada abordagem policial, o coronel afirma que ela "não é determinada pela cor e sim por atitudes suspeitas".
Para evitar serem acusados de racismo, principalmente quando o revistado é negro, os PMs são instruídos a deixar bem claro o motivo da suspeita para que não seja vista como desrespeito, já que a corporação não tolera os chamados desvios de conduta, que são punidos energicamente.
Os temas Racismo e Direitos Humanos são abordados em 42 horas do curso de formação de soldados, de 302 horas. Na grade curricular, as matérias relacionadas ao assunto são Cidadania, Direito Penal e Penal Militar, além de Direito Administrativo.
Em novembro de 2010, a PM adotou novas diretrizes para atender aos princípios das normas internacionais de Direitos Humanos, com a colaboração do Comitê Internacional da Cruz Vermelha. As mudanças incluem as críticas de casos em que a abordagem foi feita em desacordo com o teor ensinado. Na Polícia Militar, como em toda a sociedade, racismo é crime.
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