quinta-feira, 12 de novembro de 2009

LEI DO VER. CLAUDINHO CRIOU A SEMANA CULTURAL DA CONSCIÊNCIA NEGRA, QUE SERÁ COMEMORADA NA REGIÃO FREGUESIA DO Ó

A imagem de Zumbi dos Palmares na visão de artista desconhecido.
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O vereador Claudinho (PSDB), atendendo sugestão do militante do Movimento Negro e também dirigente do Bloco Navio Negreiro, da Vila Carolina – Limão, Carlos Assunção, o popular Carlão, em 2005, entrou com Projeto de Lei, aprovado no mesmo ano, tornando-se lei, que instituiu na cidade de São Paulo a Semana Cultural da Consciência Negra, oficializado como evento cultural e turístico.

Na época, Carlão argüiu que, embora já existisse o Dia de Zumbi, nada havia em termos de programação cultural para ser realizada neste dia e que destacasse a cultura afrodescedente como um todo, da música à culinária, da religiosidade à dança.

Assim sendo, o vereador Claudinho conseguiu aprovar o projeto, e a lei passou a vigorar a partir de 2005, e desde então vem tentando sensibilizar a Secretaria Municipal de Cultura para que realize o evento conforme preconiza a lei. Nos anos anteriores conseguiu a realização de eventos relativos à data na Casa de Cultura Salvador Ligabue na Freguesia do Ó e shows musicais em Vila Brasilândia.

Neste ano destinou verba do Orçamento, para a CONE – Coordenadoria dos Assuntos da População Negra (órgão da Prefeitura) - R$50 mil - através da SP Turismo, para a realização parcial do que é previsto na lei. O sonho do vereador é que a Secretaria de Cultura, um dia, realize efetivamente a "Semana" nos termos da lei.

No Artigo 2º, a Lei da Semana Cultural da Consciência prevê a realização de:
I – Feira de Cultura Afro-brasileira de livros, de artesanatos, de comidas típicas;
II – Oficinas culturais de literatura, de danças e contos folclóricos, capoeira, culinária e artes plásticas;
III – Mesas redondas com intelectuais, artistas sambistas e outros destaques de origem afro-brasileira;
IV – Apresentações artísticas de grupos de arte popular/folclóricos e grupos de expressão afro em geral.

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EVENTOS NA FREGUESIA DO Ó

18/nov./09 – quarta-feira – 19h30, Cine Clube Freguesia: Homenagem à Semana da Consciência Negra. Filme: O Último Rei da Escócia
19/nov./09 – quinta–feira - Semana da Consciência Negra: 19h30 – Coral Afro; 20h30; lançamento do livro: Cone – Políticas públicas étnica-racial e de gênero; 21h30 – grupo de dança afro “Omo Ayê”. Tudo grátis.

Casa de Cultura Salvador Ligabue: Largo da Matriz, 215, Freguesia do Ó.


SHOW NO JARDIM IRACEMA

22/nov./09 – Show ao vivo com artistas do samba no Largo da Rua dos Morgados/ final da Av. Petrônio Portella, Jd. Iracema, Freguesia do Ó.

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PROGRAMAÇÃO DA SECRETÁRIA MUNICIPAL DE CULTURA NO CCJ

- Ao vivo no CCJ: Bnegão e seletores de freqüência: O rapper e sua banda apresentam uma mistura de hip hop, ragga, dub, jazz, samba, soul e funk carioca. Centro Cultural da Juventude Ruth Cardoso – anfiteatro. Zona Norte. Dia 29/nov.09, 18h.

- Mostra “O Recorte” África/Brasil: Centro Cultural da Juventude Ruth Cardoso – anfiteatro, de 4 A 12/nov.09 ; 4ª e 5ª, 20h

- Quilombo (Brasil, 1984, 119 min). Dir.: Cacá Diegues. Com Zezé Motta, Grande Otelo e outros. +12 anos. Por volta de 1650, um grupo de escravos se rebela em um engenho de Pernambuco e vai para o Quilombo dos Palmares, onde uma nação de ex-escravos fugidos resiste ao cerco colonial. Dia 4/Nov.09.

- Zumbi somos nós (Brasil, 2006, 52 min). Dir.: Frente 3 de Fevereiro. Depoimentos: Dinho Nascimento, Dofona, Gaspar Z’África Brasil e outros. Livre. O documentário propõe uma reflexão sobre o racismo e a violência, inscrevendo novas formas de olhar, pensar e agir. Dia 5/Nov.09

- Família Alcântara (Brasil, 2005, 56 min). Dir.: Daniel e Lilian Solá Santiago. Livre.Fragmentos de memória proporcionam conexões históricas e espirituais, que são fonte de resistência cultural e identidade para a população afrodescendente. Dia 11/Nov.09.

- A Negação do Brasil (Brasil, 2000, 90 min). Dir.: Joel Zito Araújo. +12 anos. O documentário faz uma viagem pela história da telenovela no Brasil e, em particular, analisa o papel atribuído aos atores negros. Dia 12/Nov.09.
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Centro Cultural da Juventude Ruth Cardoso, Av. Deputado Emílio Carlos, 3.641, Vila Nova Cachoeirinha , tel. 3984-2466. Próximo do Terminal de Ônibus Cachoeirinha. Atendimento: 3ª a domingo, das 10h às 20h.

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A HISTÓRIA DE ZUMBI DOS PALMARES

Segundo informa o site www.historiadobrasil.net no período de escravidão no Brasil (séculos XVII e XVIII), os negros que conseguiam fugir se refugiavam com outros em igual situação em locais bem escondidos e fortificados no meio das matas. Estes locais eram conhecidos como quilombos. Nestas comunidades, eles viviam de acordo com sua cultura africana, plantando e produzindo em comunidade. Na época colonial, o Brasil chegou a ter centenas destas comunidades espalhadas, principalmente, pelos atuais estados da Bahia, Pernambuco, Goiás, Mato Grosso, Minas Gerais e Alagoas.

[Há indícios de que na Freguesia do Ó (Zona Norte de São Paulo) também houve pelo menos um quilombo – na região onde hoje está Vila Iório/ Jd. Paulistano, segundo conta Máximo Barro em seu livro Monografia de Nossa Senhora do Ó].

Na ocasião em que Pernambuco foi invadida pelos holandeses (1630), muitos dos senhores de engenho acabaram por abandonar suas terras. Este fato beneficiou a fuga de um grande número de escravos. Estes, após fugirem, buscaram abrigo no Quilombo dos Palmares, localizado em Alagoas.

Esse fato propiciou o crescimento do Quilombo dos Palmares. No ano de 1670, este já abrigava em torno de 50 mil escravos. Estes, também conhecidos como quilombolas, costumavam pegar alimentos às escondidas das plantações e dos engenhos existentes em regiões próximas; situação que incomodava os habitantes.

Esta situação fez com que os quilombolas fossem combatidos tanto pelos holandeses (primeiros a combatê-los) quanto pelo governo de Pernambuco, sendo que este último contou com os ser¬viços do bandeirante Domingos Jorge Velho.

A luta contra os negros de Palmares durou por volta de cinco anos; contudo, apesar de todo o empenho e determinação dos negros chefiados por Zumbi, eles, por fim, foram derrotados.
Os quilombos representaram uma das formas de resistência e combate à escravidão. Rejeitando a cruel forma de vida, os negros buscavam a liberdade e uma vida com dignidade, resgatando a cultura e a forma de viver que deixaram na África.

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LEIA MAIS A RESPEITO ACESSANDO OS SITES:
http://www.historiadobrasil.net/quilombos/
http://www.vidaslusofonas.pt/zumbi_dos_palmares.htm

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